Não cometa estes 4 erros ao tomar decisões

Você também já teve que tomar grandes decisões?
Já sentiu muita dificuldade para decidir?
Ou até mesmo já se arrependeu da sua escolha?

Nestes últimos anos, fui percebendo que muitas vezes somos condicionados a pensar de determinada maneira que não nos ajuda a tomarmos decisões de forma mais leve, tranquila e com resultados mais certeiros.

Foi pensando nisso que ilustrei – com as minhas próprias experiências – 4 erros que você não deve cometer ao tomar decisões nas mais diversas áreas da sua vida.

Isso vai te ajudar a ter mais certeza das suas escolhas, fazendo isso sem aquele medo, estresse e dúvida que geralmente nos invadem.

Quer saber quais são estes erros?
Então leia abaixo.

Erro #1 ao tomar decisões: Se basear nos traumas do passado

Existe uma área do nosso cérebro que é responsável por armazenar nossas experiências passadas. Com base nestes arquivos do passado criamos determinadas crenças sobre qualquer situação semelhante e acabamos reagindo de acordo com elas.

Quando se trata de uma experiência negativa, nossa reação é de luta ou fuga, resultando muitas vezes no mesmo fim que a situação anterior.

Um exemplo para explicar melhor:
Já estive em um relacionamento em que toda vez que estávamos entre amigos e conhecidos, eu era desprezada e colocada para escanteio, como se não nos conhecêssemos. É claro que esse relacionamento não deu certo.

O maior erro foi que levei este trauma comigo para os relacionamentos seguintes.

Quando uma atitude do outro me gerava uma suspeita de que eu estava sendo desprezada, eu surtava! Começava a chorar e a falar que ele queria me ignorar e fazia isso de propósito. Para o outro eu parecia uma louca, pois aquela cena de desprezo foi na verdade criação da minha cabeça.

E sem ter consciência de que eu estava totalmente apegada às experiências passadas, eu acabei afastando o outro e chegando ao mesmo resultado do relacionamento anterior: o fim (e da minha parte, porque eu acreditava na criação da minha mente).

Quando me conscientizei dos pensamentos que surgiam com base nas experiências do passado, consegui calá-los e de fato criar um relacionamento mais leve, sem medo e insegurança.

Por isso não cometa o mesmo erro: não se baseie nos traumas passados. Deixe que o novo se mostre e te surpreenda!

Erro #2 ao tomar decisões: Temer o futuro

Muitas vezes pensamos demais no que pode acontecer, como “e se der errado”, “e se eu me arrepender”, “e se eu me der mal”, “e se…”.

Todas essas suposições acabam criando emoções como ansiedade, medo e insegurança. Ao mesmo tempo, pensamentos como esses afetam negativamente a área do cérebro que cria coragem, foco, criatividade e lucidez.

Sendo assim, muitas vezes afetamos o nosso próprio bem-estar, dominado pelo estresse, e ficamos estagnados diante da incerteza.

Meu exemplo:
No final de 2015, tomei a decisão de sair do meu trabalho. Eu já desejava fazer isso há muito tempo, mas a crença de que seria algo muito arriscado e que as pessoas não iriam me apoiar me impedia de seguir em frente.

Foi quando eu parei de me vitimar das possíveis situações que poderiam acontecer e comecei a me responsabilizar pelo que viria a partir das minhas decisões. A minha coragem se elevou e saí do meu emprego!

E mais: com o grande apoio da família, amigos e colegas de trabalho.

Agora estou me dedicando totalmente ao que eu realmente acredito ser importante e que me motiva, tenho um dia a dia que me faz muito bem e já com resultados.

Por isso, não se esconda por trás dos seus medos e permita-se tomar decisões que te direcionem ao futuro construído e desejado por você, e não dramatizado e abafado por suposições de derrota.

Quando paramos de temer o que pode acontecer no futuro e percebemos que os resultados são fruto de nós mesmos, você se eleva energeticamente e se movimenta para que coisas maravilhosas aconteçam!

Erro #3 ao tomar decisões: Focar no que não se quer

Existem dois tipos de decisões:

    Aquelas baseadas no que eu NÃO QUERO mais ter/ser/fazer
    Aquelas baseadas no que eu QUERO ter/ser/fazer

Ou seja:

    Aquelas com base na frustração/raiva/tristeza
    Aquelas com base na alegria/entusiasmo/energia de poder viver algo novo

Percebi que quando tomamos uma decisão pensando em fugir ou eliminar algo na nossa vida, uma pequena motivação surge no começo, mas ela é muito mais fraca e pode desaparecer antes mesmo de você agir.

Meu exemplo:
Há um tempo percebi que o ambiente corporativo não era o meu espaço.

Por não querer mais isso, tive a brilhante ideia de estudar para concurso. Mas o fato foi que eu nunca sentei a bunda na cadeira e me dediquei a isso verdadeiramente. Isso porque eu estava estimulada pela agonia em relação ao meu atual trabalho e não porque realmente queria trabalhar como funcionária pública.

Fui empurrando essa ideia, me enganando ao dizer que não tinha tempo para estudar, mas quando eu tivesse, com toda certeza me dedicaria a isso e seria feliz.

Nesse meio tempo aprendi a pensar de forma diferente, a realmente me centrar e focar naquilo que eu quero!

Ainda não sabia exatamente o que desejava fazer, mas sabia que eu queria trabalhar home office de forma flexível e de forma que eu pudesse ajudar verdadeiramente as pessoas. Assim tudo foi fluindo!

Oportunidades e projetos foram surgindo e minha motivação para prosseguir com eles foi e tem sido constante!
Tudo isso porque eu estava focada naquilo que eu queria, em como queria me sentir, e não tentando fugir de algo.

Devemos tomar nossas decisões com foco naquilo que se quer experimentar.

Dessa forma o processo de decisão se torna muito mais leve e você se impulsiona muito mais para alcançar os resultados desejados!

Erro #4 ao tomar decisões: Não considerar seus valores e critérios

Muitas vezes somos levados a fazer escolhas pessoais que muitas vezes foram direcionadas de forma inconsciente pela sociedade, convívio social ou família.

Chegamos a acreditar que existe “a escolha” correta a se fazer, já que todos dizem ser.

A questão é que cada um de nós possui diferentes valores e critérios que devem ser os norteadores das nossas decisões. Se não os seguirmos, aumentamos as chances de não vivermos o que realmente é importante para nós.

Para ilustrar dou um exemplo meu, com base nos meus valores e critérios que provavelmente devem ser diferentes dos seus.

Não estou dizendo o que é verdade e correto, mas é a minha percepção do que é importante para mim. Aliás, quando a gente começa a perceber que temos valores diferentes, começamos a respeitar mais uns aos outros (mas isso é assunto para outro post).

Bom, desde nova sempre sonhei em me casar na igreja, ter filhos e viver com a minha família em uma casa própria.

Nos últimos anos, fui me conhecendo melhor e percebendo que não existe somente um caminho para ser feliz. Aprendi que dois dos meus valores são “ajudar o outro” e “liberdade”. Com base nisso, alguns dos meus critérios com relação à família e casa são:

    Ser livre nos meus relacionamentos sem precisar provar nada aos outros
    Para ter filhos, eu preciso ter algum motivo que esteja baseado nos meus valores. Ainda não enxerguei como posso ajudar os outros tendo filhos – a não ser que seja por adoção
    Quero ser livre para viver onde quiser, portanto, ter uma casa fixa e própria não me encanta

Pode acontecer que os critérios mudem, mas ao ter consciência deles, fica muito mais fácil tomar decisões que realmente me façam feliz.

Então se você ainda não conhece os seus valores e o que é importante para você, recomendo que busque saber e faça uma reflexão em cima deles antes de tomar qualquer decisão.

Com certeza você fará uma escolha de forma muito mais fácil e que realmente faça sentido para você.

CONCLUINDO…
Como tomar decisões:

Saber o que fazer e o que não fazer ao tomar decisões te ajudará a fazer as melhores escolhas para você, assim como será um processo mais leve e tranquilo.

Então, não esqueça que ao tomar decisões você deve:

    Se abrir ao novo e a novas possibilidades
    Se direcionar ao futuro desejado
    Focar no que se quer experimentar
    Considerar seus valores e critérios

Espero que estas 4 dicas possam te ajudar verdadeiramente ao tomar decisões.

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Um beijo e até o próximo post!